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30/07/2010 - Empréstimos para o setor têm teto de R$ 10 milhões
Veículo: Valor Econômico Online / Veiculação: On-line

Para quem precisa de empréstimos, uma das opções é o Fungetur, linha de crédito oferecida pela Caixa para a modernização e reforma de empreendimentos turísticos em todo o Brasil. O teto financiável vai de R$ 400 mil a R$ 10 milhões, com amortização em até 240 meses. No ano passado, a instituição concedeu R$ 2,9 bilhões em crédito para empresas da cadeia produtiva do turismo. Até abril deste ano, R$ 1,2 bilhão já foi contratado. "O BNDES também abriu uma nova linha, o ProCopa Turismo, para financiar a construção e modernização de hotéis", lembra Carlos Barbosa, professor de finanças da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Segundo o vice-presidente da Travel Inn, Joaquim Rodrigues, administradora de 23 empreendimentos hoteleiros, além de um plano de investimentos bem definido, o pequeno empresário hoteleiro deve estabelecer alianças com a cadeia de distribuição - operadoras e agências de viagens - para garantir clientes. "Antes de começar o investimento, faça um estudo da demanda. Não confie apenas na lotação da pousada do vizinho."

Segundo Fernando Fleury, professor de finanças da Business School São Paulo (BSP), o plano de negócios deve considerar o potencial de ocupação, além da concorrência atual e futura.

Outra carta na manga é ter um capital de giro adequado para um período de seis a 12 meses, na época do "ramp-up" - o crescimento elevado.

"Muitas vezes o empresário compromete todo o capital na abertura do negócio e esquece que é preciso ter fôlego financeiro para as fases de rentabilidade negativa." (J.S.)


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